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4 de maio de 2020

Campanha Vem Morar (CBIC, ABRAINC e CAIXA)


A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), em ação conjunta, mobiliza suas entidades e empresas associadas para realizar a campanha Vem Morar. Destinada a potencializar o efeito virtuoso das medidas de estímulo ao mercado imobiliário anunciadas pela Caixa Econômica Federal para a manutenção e geração de novos empregos durante a pandemia pelo novo coronavírus, a iniciativa visa garantir a oferta de benefícios ao comprador na comercialização de imóveis pelas empresas do setor.

A campanha Vem Morar é uma parceria do setor da construção com a Caixa, com duração de 60 dias, que contempla todos os segmentos imobiliários. A iniciativa prevê benefícios oferecidos pelo incorporador/vendedor ao cliente a partir de 3 mil reais sobre o valor do imóvel e, além disso, a Caixa concederá carência de 6 meses para pagamento de financiamentos. Para fortalecer a ação do setor, a Caixa autorizou o uso de sua logomarca nos materiais de divulgação.

Como participar:

A CBIC e a ABRAINC auxiliarão seus associados, cedendo as peças promocionais pré-aprovadas para serem customizadas com a aplicação da logomarca de cada empresa. IMPORTANTE: a empresa participante deverá seguir as orientações do uso da marca contidas no Manual da Campanha).

Para aderir, e consequentemente usar a logomarca da Caixa, a empresa deve cumprir o conjunto de premissas e procedimentos estabelecidos pelo banco, listados a seguir:
Estarão aptas a utilizar a marca da Caixa na divulgação, as construtoras e incorporadoras que gozem de credibilidade e idoneidade comercial, legal e fiscal; que não apresentem impedimentos jurídicos junto à Caixa e que cumpram os seguintes requisitos:
a) Ter negócios vigentes com a Caixa;
b) Estar adimplente em suas obrigações contratuais;
c) Não estar movendo ação judicial em desfavor da Caixa;

O uso da marca será autorizado exclusivamente para promover e divulgar as condições especiais de comercialização de unidades habitacionais adotadas pela empresa, para enfrentar as consequências da pandemia.
a) Essa concessão será garantida por 60 dias, mesmo período das condições especiais divulgadas, prorrogáveis caso o pacote seja estendido pelo agente financeiro e pelo mesmo prazo.

A construtora que atenda aos requisitos exigidos deverá apresentar a Gerência Executiva de Habitação (GIHAB) de seu relacionamento duas vias assinadas do Termo de Licença de Uso da Marca Caixa e/ou Termo de Licença de Uso da Marca Caixa na Internet (baixe aqui), conforme interesse, juntamente com a peça publicitária que será divulgada;
a) De posse desse material a GIHAB, no prazo máximo de 1 dia, analisará se a construtora atende aos requisitos e se a peça publicitária está vinculada a divulgação das condições especiais;
b) Em caso positivo, a GIHAB devolverá 1 via do termo devidamente assinada, o que permitirá a utilização da marca Caixa, observando os modelos ora divulgados, bem como as instruções do Manual de identidade Visual Caixa.

A campanha Vem Morar é estratégica para a indústria da construção. Mais que manter os empregos, garantindo proteção e renda ao trabalhador, será vetor para construirmos a base para uma retomada mais rápida e robusta após a reversão da pandemia. Assim como o governo federal, e seus agentes, está atuando para preservar postos de trabalho e buscar uma saída para a crise, cabe ao setor produtivo dar sua contribuição nesse esforço.

A indústria da construção, e nela o mercado imobiliário, terá papel decisivo nessa jornada.

Vamos ao trabalho!


31 de maio de 2018

Vendas no mercado imobiliário brasileiro registram aumento de 22,3% no início de 2018



Segundo balanço da CBIC, redução dos lançamentos no primeiro trimestre indica que confiança dos consumidores é maior que a dos incorporadores


Entre janeiro e março de 2018, as vendas de unidades residenciais cresceram 22,3% no Brasil, em comparação com o primeiro trimestre do ano anterior. No entanto, a recuperação do mercado imobiliário, iniciada no final do ano passado, ainda não foi suficiente para estimular as empresas a lançarem novos empreendimentos. As vendas superaram os lançamentos – que tiveram uma queda de 30,7% no período – em exatas 14.138 unidades, número que representa 57,2% do total vendido. Estes dados são alguns dos destaques do estudo “Indicadores Imobiliários Nacionais”, iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em correalização com o Senai Nacional, divulgado nesta quarta-feira (30).

Com o aumento das vendas e a diminuição dos lançamentos, houve uma redução expressiva do estoque no final do trimestre. A oferta final de unidades residenciais, em março de 2018, foi 14,8% menor quando comparado a igual período de 2017. O levantamento revela que está havendo um atendimento da demanda reprimida dos últimos anos, porém, sem que a confiança dos empresários na economia tenha se consolidado.

“Esse resultado mostra que temos um mercado ansioso por comprar imóveis, porém não estamos conseguindo entregar os produtos adequadamente. Em nossa leitura, isso é um problema de falta de crédito”, afirma José Carlos Martins, presidente da CBIC. De acordo com o dirigente, as empresas estão muito debilitadas devido à crise e não têm um balanço adequado para receber o crédito que recebiam no passado. Por sua vez, os agentes financeiros também estão mais restritos e temerosos.

Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC e responsável pelo estudo, concorda: “O mercado de lançamentos e vendas depende muito da confiança que se tem no País, tanto do incorporador imobiliário quanto das pessoas para quem são ofertados esses produtos. O que percebemos é que a confiança dos consumidores está maior do que a confiança dos incorporadores”, explica.

Martins reforça que a proposta da CBIC é criar mecanismos para melhorar a concessão de crédito e haver algum tipo de flexibilização. O resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que mostra retração da construção civil no primeiro trimestre deste ano, é outra demonstração, segundo o presidente da CBIC, de que o setor precisa ter novos incentivos e novos mecanismos que estimulem o investimento.

INDICADORES IMOBILIÁRIOS

No primeiro trimestre deste ano, foram vendidas 24.712 unidades residenciais, quantidade superior às 20.209 unidades de 2017. O grande destaque foi a região Centro-Oeste, com um incremento de 62,6% no número de vendas, sendo seguido pelo Sudeste (+26,3%). O Norte foi a única região com variação negativa (-22,1%), tendo Belém e Manaus as maiores quedas em vendas. Das regiões pesquisadas, as regiões metropolitanas de Fortaleza, João Pessoa, Maceió e Recife estão na frente em volume de vendas.

Em relação aos lançamentos, o resultado caiu de 15.255 unidades lançadas nos três primeiros meses de 2017 para 10.574 unidades, em 2018. Enquanto no Norte não foram registrados lançamentos nesse período, o Nordeste manteve-se estável, com cerca de 4 mil unidades lançadas. Centro-Oeste (-62,1%) e Sul (-63,6%) tiveram retração similar; e as regiões metropolitanas de capitais nordestinas compõem as localidades com maior (João Pessoa, Maceió e São Luís) e menor (Fortaleza, Natal e Recife – atrás apenas de Belém) número de lançamentos.

Com isso, a oferta final disponível de residenciais novos passou de 144.398 unidades, em março de 2017, para 123.055, no último mês de março. A oferta caiu em todas as regiões, especialmente no Sudeste (-19,7%) e, dentre todas as localidades pesquisadas, apenas cinco observaram aumento na oferta final: Belém, região metropolitana de Maceió, São Luís, Cuiabá e Curitiba – juntas representando 18,3% do total de oferta.

O estudo também mostra que 52% das unidades ofertadas encontram-se em construção, 33% estão prontas e 20%, na planta. Mais da metade é composta por dois dormitórios (54,5%) e o preço médio por metro quadrado de área privativa está em R$ 6.042,00.

Quanto à participação das regiões nesse cenário, o Sudeste continua sendo a principal praça no Brasil. É lá onde realizam 49,6% dos lançamentos, onde acontecem 48,5% das vendas e onde se encontra 41,5% da oferta final. Em seguida, aparece o Nordeste com 38% dos lançamentos, 23,4% das vendas e 28,4% da oferta.

CENÁRIO ATUAL E FUTURO

Celso Petrucci avalia que o resultado do primeiro trimestre reflete a tendência de melhoria das vendas em relação a 2017, acompanhada também pelo crescimento dos financiamentos imobiliários com recursos da caderneta de poupança. A continuidade das contratações do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), a baixa da taxa de juros, a Selic a 6,5%, a inflação sob controle no primeiro trimestre e a geração de empregos formais são alguns dos indicadores micro e macroeconômicos que estão dando maior confiança aos compradores. “O que precisamos é que isso contamine positivamente os incorporadores. A desconfiança no futuro do País, a falta de segurança, ainda é muito grande”, diz.

O presidente da CII/CBIC informa também que há certa apreensão no mercado em relação ao restante do ano devido à crise política/institucional instalada, e que foi potencializada pela recente paralisação. “Não sabemos até que ponto isso vai afetar a própria economia e o nosso mercado imobiliário. Sendo assim, o segundo trimestre deve ter um movimento parecido com o do primeiro”, considera Petrucci, ainda acreditando que este será um ano com mais vendas, em razão da demanda que ficou reprimida pelos anos de crise.

Este é o quinto estudo “Indicadores Imobiliários Nacionais” divulgado pela CBIC e pelo Senai Nacional desde 2017. O intuito é consolidar os dados com uma metodologia nacional consistente e apoiar empresários e entidades do setor na tomada de decisões e observação de tendências. Para os relatórios trimestrais, são analisadas e agregadas informações de 23 regiões em todo o País. Os estudos encontram-se disponíveis, no site da CBIC, através dos seguintes links: primeiro trimestre de 2018 e balanço de 2017.

Fonte: CBIC

27 de novembro de 2017

Mercado imobiliário tem recuperação lenta e reação depende da normalização do acesso ao financiamento

Estudo nacional divulgado pela CBIC indica que setor deve manter-se estável em 2017

As expectativas para o mercado imobiliário, em 2018, são positivas. No entanto, para serem confirmadas, vão depender da retomada do financiamento e de maior segurança jurídica, com o restabelecimento das garantias de que os contratos serão respeitados. “Atualmente, existe um grande número de imóveis sendo devolvidos às construtoras e isso tem dificultado novos lançamentos, uma vez que as empresas terminam suas obras sem conseguir pagar aos bancos credores”, afirmou José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), hoje pela manhã, em São Paulo, durante apresentação dos resultados do estudo Indicadores Imobiliários Nacionais referentes ao terceiro trimestre. O estudo é uma iniciativa da CBIC, em correalização com o Senai Nacional. Segundo ele, a demanda por habitação aumenta em função do crescimento e comportamento da população. “No entanto, são as questões macroeconômicas que vão determinar o momento da aquisição do imóvel. E elas precisam melhorar.”

Segundo o estudo apresentado, as vendas, entretanto, caíram 5,1% e lançamentos diminuíram 11% em comparação com o segundo trimestre de 2017. Esta tendência vem se mantendo ao longo do ano. De janeiro a setembro de 2017, as vendas em unidades registram leve queda de 1,5% em relação ao acumulado do ano anterior, enquanto que os lançamentos imobiliários, por sua vez, recuaram 8,6%. Quanto considerado o desempenho do setor em 2016, os dados do terceiro trimestre de 2017 apontam uma melhora de cenário em relação ao igual período de 2016. Tanto as vendas quanto os lançamentos cresceram 4,2% e 14,7%, respectivamente.

Na avaliação do economista Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC, responsável pelo estudo, em um cenário com maior volume de lançamentos, as vendas de 2017 já teriam superado as de 2016. A redução de oferta final (estoque e lançamentos) de unidades no terceiro trimestre foi de 3,8% em relação ao período anterior. Essas quedas de oferta disponível têm sido apuradas em todos os trimestres avaliados. O estudo da CBIC apurou ainda que as vendas no terceiro trimestre deste ano superaram os lançamentos em 5.202 unidades, número que representa 26% das unidades vendidas. A maior procura (55% das vendas) está nas unidades com dois dormitórios.

RECUPERAÇÃO LENTA – O terceiro trimestre de 2017 contou com o lançamento de 15.593 unidades residenciais verticais. Uma queda de 12,2% com relação ao segundo trimestre de 2017, mas um aumento de 4,1% com relação ao terceiro trimestre de 2016, considerando o total geral. No entanto, a período apresentou desempenho inferior à média histórica dos seis trimestres anteriores.

As vendas no terceiro trimestre totalizaram 21.074 unidades residenciais, uma queda aproximada de 7,4% em relação ao trimestre anterior. Nota-se que a queda em lançamentos veio acompanhada da redução das vendas. No entanto, o cenário é de recuperação do mercado, pois tanto os lançamentos como as vendas cresceram em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho das regiões, contudo, tem sido desigual. Na comparação do terceiro trimestre de 2017 contra o terceiro trimestre de 2016, 12 regiões aumentaram lançamentos e 7 regiões reduziram os lançamentos. Na mesma comparação, houve crescimento em vendas em 9 regiões e queda em 8 regiões. Tudo isso sinaliza que não se pode generalizar o desempenho de todas as regiões, conquanto os resultados agregados tenham sido melhores que no mesmo trimestre de 2016.

O estudo Indicadores Imobiliários Nacionais é uma iniciativa da CBIC para acompanhar o desempenho do mercado imobiliário brasileiro, com vistas a oferecer um panorama nacional do setor. Desencadeado em 2015, em correalização com o Senai Nacional, o estudo traz como avanço a criação de uma metodologia única para a coleta de amostras e compilação de resultados, permitindo a comparação periódica e garantindo mais consistência aos dados. A primeira rodada foi publicada em maio de 2017. Com esse estudo, a entidade apresenta um termômetro do setor, para que empresas privadas e entes públicos possam tomar melhores decisões e antever tendências.

Fonte: CBIC