1 de setembro de 2019

Plataforma viabiliza compra e venda de imóvel com menos burocracia

Processo de venda e compra do imóvel sem burocracia, com a certeza de que toda a documentação está correta e validada por uma equipe jurídica. Essa é a Casafy (www.casafy.com.br) que foi lançada no palco Digital Real Estate Brazil.

A plataforma promete agilizar, desburocratizar e acabar com os ruídos de comunicação muito comuns e desgastantes nesse segmento.

“Vamos simplificar e diminuir os custos do processo e o tempo que se leva na compra e venda de um imóvel, que atualmente, leva muitos dias para ser concretizado”, disse Renato Orfaly, CEO da Casafy.

Orfaly conta que pesquisa recente mostrou que 20% dos negócios não chegam a ser efetuados devido problemas de documentação.

Realidade aumentada, criptofinanças, aplicativos e soluções digitais para o mercado imobiliário, construtechs, segurança e controle de dados são também alguns dos temas desse palco, que fazem parte do Expo Fórum Digitalks.

Rnato Orfaly , CEO da Casafy, no palco Digital Real Estate Brazil

Atuação dos Corretores de Imóveis será ainda mais importante na era digital



Assim como em todas as profissões, as diversas ferramentas digitais disponíveis, como os aplicativos, podcast, mídias sociais – somadas às ferramentas de comunicação, transformaram as relações de trabalho e a prestação de serviços. Com a intermediação imobiliária ganham uma importância ainda maior ao se tornarem facilitadores de todo o processo de compra e venda de um imóvel.

Se antes da popularização da internet os imóveis eram divulgados principalmente pelos anúncios classificados dos jornais, hoje os portais e sites das imobiliárias têm este importante papel. Entretanto, apenas isso não é suficiente para o sucesso do negócio. É fundamental utilizar outras ferramentas, como hotsites para os lançamentos, vídeos promocionais, webmail, as ferramentas de marketing digital, todas as mídias sociais e virais. A divulgação tornou-se mais complexa e passou a exigir uma formação e conhecimento ainda mais abrangente por parte dos Corretores de Imóveis.

Com tanta tecnologia, engana-se quem acredita que a atuação deste profissional pode ser substituída pela máquina. Não há como substituir a sensibilidade humana por um robô, por mais avançado que seja. Por isso, as duas coisas têm de caminhar juntas. Nada substitui a visita ao imóvel, o conhecimento da região onde está localizado, do perfil do comprador e do vendedor, checar toda a documentação (do imóvel e do vendedor), entre tantas outras variáveis que cada negócio tem. Avaliar corretamente é a melhor estratégia para fechar um bom negócio.

O mercado imobiliário é essencialmente presencial. A tecnologia é utilizada para facilitar o processo de compra e venda. Há uma série de detalhes técnicos que só esse profissional consegue resolver, como, por exemplo, questões jurídicas e documentações que envolvem a negociação e que não podem ser solucionadas por aplicativos.

A compra e a venda de um imóvel representa o patrimônio da família, um investimento elevado que pode consumir a economia de toda uma vida. Não pode ser equiparada à venda de um produto por e-commerce. É uma relação de confiança, onde se busca a realização de um sonho. Por isso, a atuação do corretor exige sensibilidade, emotividade e empatia. E estas características ainda não são obtidas por meio de aplicativo. Somando-se a isso, há a questão da segurança.

As soluções tecnológicas estão se tornando mais acessíveis e utilizadas, sobretudo em regiões metropolitanas. Mas o Brasil vai além das grandes cidades. É no interior, nas pequenas cidades onde este contato humano é ainda mais valorizado. Onde a tecnologia ainda não se faz presente de maneira ostensiva.

Muitas dessas soluções exigem um investimento que muitos ainda não estão preparados para adquirir ou mesmo utilizar. O excesso de tecnologia pode retardar e encarecer o custo operacional, tanto do Corretor de Imóveis quanto das Imobiliárias. Mas muitas ferramentas já vêm sendo utilizadas pela maior parte dos profissionais e empresários do setor, sobretudo as que tornam a comunicação mais ágil. O Sistema COFECI-Creci está ampliando seus esforços, não somente para conscientizar o corretor sobre os avanços tecnológicos, como também para aperfeiçoar seus conhecimentos e ampliar a utilização das ferramentas disponíveis.

Estamos trabalhando para criar soluções digitais que promovam a parceria e integração entre os corretores, inclusive na integração de anúncios que façam conexão com um portal internacional. O Cofeci promove parcerias institucionais com entidades do mercado imobiliário de diversos países da Europa, Ásia e América do Norte, com destaque para os Estados Unidos, onde temos parceria com a NAR – National Association of Realtors, a maior associação de corretores de imóveis do mundo. Participamos de eventos internacionais não apenas para efetuar uma fiscalização preventiva, coibindo a vinda de estrangeiro para atuação ilegal como corretores de imóveis, como também para difundir as parcerias com corretores imobiliários brasileiros.

Em 2006, iniciamos um processo de inserção em tecnologia dos corretores de imóveis. Na época, tínhamos apenas 14% deles usando e-mails. Atualmente, 100% se conectam e trabalham seus anúncios pela internet. Esse foi o resultado de uma campanha ampla, com palestras, encontros e cursos em todo Brasil.

Eventos como o Digitalks perceberam a importância do mercado imobiliário na era digital. Uma prova disso é a criação do palco Digital Real Estate Brazil especialmente para discutir esta relação entre as novas tecnologias e o exercício profissional. Ao apoiar a sua realização, o objetivo do Sistema Cofeci-Creci é difundir o uso da tecnologia e conscientizar cada vez mais os Corretores de Imóveis de que precisam se aprofundar neste assunto e fazer o melhor uso de todas as ferramentas disponíveis.

* Nascido na cidade de Sertanóplis, no Estado do Paraná, João Teodoro da Silva iniciou a carreira de corretor de imóveis em 1972. Ele é empresário no mercado da construção civil em Curitiba (PR). Graduado em Direito e Ciências Matemáticas, foi professor de Matemática, Física e Desenho na PUC/PR. É técnico em Edificações e em Processamento de Dados e possui diversos cursos de extensão universitária pela Fundação Getúlio Vargas. Foi presidente do Creci-PR por três mandatos consecutivos, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Paraná de 1984 a 1986 e diretor da Federação do Comércio do Paraná. No Cofeci, atua desde 1991, quando passou a exercer o cargo de conselheiro federal, e é presidente desde 2000.

*Por João Teodoro, presidente do Cofeci e mediador do Mediador do painel “Aplicativos e soluções digitais para o mercado imobiliário”, do palco Digital Real Estate Brazi,l durante o Expo Fórum Digitalks

Sistema de avaliação imobiliária é lançado durante o Digital Real Estate Brazil, em São Paulo



Um jeito novo de avaliar imóveis.

Assim é o Avalion – sistema online de avaliação imobiliária. Criado pelo empresário curitibano Paulo Roberto de Oliveira, o Avalion foi lançado no mês de agosto durante no Digital Real Estate Brazil, que faz parte do principal evento de negócios digitais do país, o Expo Fórum Digitalks 2019, em São Paulo.

O Avalion é uma ferramenta inovadora para o mercado imobiliário. O sistema foi desenvolvido para auxiliar o profissional na avaliação de imóveis, permitindo mais agilidade em seus processos e entregando relatórios personalizados. A ferramenta também gera opinião de mercado, análises mercadológicas e laudos de avaliação de forma profissional, com conteúdo e estrutura personalizados.

O sistema está disponível no site www.avalion.com.br e pode ser utilizado pelos profissionais durante os meses de agosto e setembro gratuitamente.

Crédito: Divulgação
Legenda Foto Destaque: Paulo Roberto de Oliveira, idealizador do Avalion e um dos palestrantes do Digital Real Estate Brazil, com João Teodoro, presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI).
Fonte: Ieme Comunicação

6 de agosto de 2019

Indústria imobiliária tem palco exclusivo no Expo Forum Digitalks

A indústria imobiliária é tema do Digital Real Estate Brazil, palco que é a grande novidade durante o Expo Forum Digitalks, principal evento de negócios digitais do país que acontece nos dias 28 e 29 de agosto, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Realidade aumentada, criptofinanças, aplicativos e soluções digitais para o mercado imobiliário, construtechs, segurança e controle de dados são alguns dos temas desse palco, que pretende atrair toda cadeia do setor – corretores, imobiliárias, construtoras, incorporadoras e entidades – mas está aberto a todos participantes presentes. 

“Essa é a maior iniciativa fora do segmento imobiliário, que traz oportunidades de conhecimento sobre novas soluções, tendências e tecnologia a todos profissionais do setor”, comenta Daniel Rosenthal, um dos organizadores e curador do Digital Real Estate Brazil. Para os realizadores do evento, há uma necessidade grande de rever conceitos nesse mercado de trabalho, levando em conta a mudança do perfil do consumidor das novas gerações, que cria uma demanda específica.“Com uma sociedade cada vez mais digital, é preciso romper resistências culturais e criar um novo mindset, principalmente para os corretores de imóveis e imobiliárias”, complementa Rosenthal. 

Estudos indicam que no âmbito da construção civil, por exemplo, o nível de digitalização ainda é baixo. “O cliente está cobrando uma experiência melhor nesse relacionamento de compra de um imóvel, por exemplo, o que significa atendimento mais rápido e direcionado, algo que as ferramentas digitais podem oferecer na gestão e monitoramento de todo processo”, explica Edvaldo Corrêa, organizador e curador do Digital Real Estate Brazil ao lado de Rosenthal. Eficiência operacional, envolvimento do cliente, inovação e produtividade da força de trabalho são alguns dos benefícios do uso das ferramentas de soluções digitais. 

Modelo atual
A jornada de compra de um imóvel é longa e o modelo atual de trabalho de grande parte dos corretores está no relacionamento com o cliente via website, aplicativos, telefone e visitas pessoais. “Isso quando o corretor tem um site, muitos nem isso têm. E as redes sociais? Poucos profissionais as utilizam como ferramenta de trabalho. E onde está o cliente? Conectado a todo instante. Por isso, é necessário quebrar as barreiras culturais e levar conhecimento a esses profissionais mostrando que a tecnologia, aliada a conceitos de análise de dados, por exemplo, torna a relação com cliente mais positiva e com potencial de fechamento de negócio maior”, complementa Corrêa. Um dos objetivos do Digital Real Estate Brazil é dar visibilidade às ações que já estão sendo oferecidas nesse mercado, ampliando o acesso ao público-alvo em vez de centralizar a informação em ações isoladas, formando um ecossistema de informação de forma geral a todos: corretor, imobiliárias, construtoras e incorporadoras. 

Novos aspectos
Cliente digital: Exige nova relação do uso das ferramentas. São consumidores que querem ser atendidos na hora, com agilidade. 

O papel do corretor: Apesar de já existir um conceito de desintermediação, acredita-se que seja muito difícil deixar de existir esse profissional, pois o processo de compra e venda é complexo, e quando mais capacitado for um corretor em atender esses novos consumidores, mais confiança ele vai estabelecer nessa jornada. 

Comunicação Inboud:
Muitas vezes, o cliente não está maduro pra responder suas próprias necessidades. Entregar informação antes mesmo dela ser solicitada como dados sobre cidades, bairros, financiamento imobiliário, opções de decoração podem nortear a jornada do cliente e aumentar seu índice de confiança. 

Gestão de pessoas no setor: é preciso entender como trabalham os jovens dentro desse mercado, as ferramentas digitais que utilizam e os conceitos de inovação e desenvolvimento sustentável. “Estamos levando o que há de melhor para o Digital Real Estate Brazil. Queremos mostrar tudo que existe – e boa parte do que existe foi criada por pessoas fora do real estate – para fomentar conhecimento, criar um grande debate e construir novas ideias”, finaliza Corrêa. 

O Expo Fórum Digitalks está na sua 10ª edição e espera cerca de 6 mil profissionais de comunicação, marketing e negócios.

Digital Real Estate Brazil
Quando: Dias 28 e 29 de agosto 
Horário: das 9 às 18 horas 
Local: Transamérica Expo – Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro/SP
Inscrições: https://digitalks.com.br
Informações: e-mail forum@digitalks.com.br ou telefone (11) 3159-1458 

11 de julho de 2019

Práticas de Inteligência Comercial em Pequenas e Médias Empresas da Indústria Imobiliária

A indústria imobiliária, de uma forma geral, sofreu quedas de vendas sucessivas nos últimos anos em virtude do cenário político-econômico instável. Somado a isto, as profundas transformações pelas quais ela passa têm apresentado enormes desafios para os gestores comerciais das empresas. Eles estão experimentando técnicas, processos e ferramentas de gestão que auxiliam na obtenção de metas e resultados.

Após definido o pleito eleitoral e com as primeiras diretrizes do novo Governo, percebe-se uma leve recuperação. Como é sabido, o mercado imobiliário é cíclico e há demanda habitacional, com uma tendência, caso não haja um revés político de retomada gradativa com um crescimento das vendas já em 2019, pois, a confiança está voltando lentamente, a legislação é adequada e são boas as possibilidades de fortalecimento dos pilares do setor (crédito, emprego e renda).

Neste contexto, nem sempre a tomada de decisões em uma empresa é simples. Envolve percepções, experiência e muita intuição. Assim, uma empresa precisa conhecer bem o mercado onde está inserida, suas principais forças e os pontos de melhoria; ter um norte definido e principalmente alcançar resultados consistentes com os propósitos dela.

E, neste caso, a figura do gestor possui um papel fundamental. Ele pode fazer uso dos conceitos de inteligência comercial, seja para organizar os processos comerciais da empresa ou mesmo para auxiliar na tomada de decisões, além de propiciar ricas informações para o planejamento estratégico.

Como principais vantagens do uso da inteligência comercial, cito: 
  • identificar líderes na organização, que possuam uma atuação transformadora, adaptabilidade, sejam orientados a processos, aprendam continuamente e gerem valor; 
  • saber com precisão se as vendas estão evoluindo; 
  • identificar produtos que possuem aceitação; 
  • identificar as áreas que estão crescendo ou que precisam de alguma intervenção; 
  • identificar pontos críticos e gargalos; 
  • avaliar “novos” processos verificando e testando por um período de tempo; 
  • sintetizar as informações; 
  • diminuir custos e retrabalho; e 
  • ter indicadores. 
É possível também ver os resultados das ações e táticas traçadas no planejamento estratégico, minimizar riscos, aproveitar oportunidades, ter mais segurança em uma análise de uma proposta comercial, por exemplo, além de propiciar uma ação mais ágil e eficaz.

O uso de indicadores aliado a um painel de bordo auxilia significativamente o gestor, pois, é possível comparar a performance de um dado período com dados históricos ou mesmo com informações macroeconômicas, algumas disponíveis gratuitamente em sindicatos e associações. Com isto o gestor não é pego de surpresa com uma possível mudança de estratégia de seus concorrentes ou em última análise, do preço praticado. Bons exemplos de indicadores são custo por “lead”, índice de fechamento de contratos por “leads”, custo de um cliente captado, entre outros.

Cito também como exemplos de usos de conceitos de inteligência a possibilidade de usar o cliente oculto, a gestão de relacionamento com os clientes, a pesquisa e o geomarketing. Tudo com o principal benefício de gerar conhecimento na organização e auxiliar no planejamento estratégico e na busca de resultados.

Para aquelas empresas que ainda não adotaram estes conceitos, sempre é hora de começar. A falta desta visão interna da organização somada a quantidade de informações, muitas vezes contraditórias, pode levar o gestor a tomar decisões equivocadas que podem trazer grandes prejuízos para o negócio.

Mercado Imobiliário no Brasil: enfim, a Retomada?

Depois de vivenciarmos uma época de ouro no início dos anos 2000 onde havia crédito imobiliário abundante, capital disponível, estabilidade econômica e grande perspectiva de crescimento do país, a indústria imobiliária passou por uma crise sem precedentes nos últimos anos. Com o mercado estagnado, muitas empresas fecharam ou tiveram que se reestruturar. As construtoras e incorporadoras que sobreviveram repensaram seus negócios, reduziram a produção e ficaram somente com a gestão de seus estoques, com raros lançamentos.

Por sua vez, sabe-se da existência da demanda por habitação no país. Estudos da ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) e da FGV (Fundação Getúlio Vargas) apontam que o déficit habitacional hoje é de pelo menos 7,8 milhões de domicílios. E, que o mercado imobiliário é cíclico (expansão, excesso, recessão e recuperação). Estamos finalizando mais um ciclo. Mais recentemente vários estudos setoriais já apontam para este ponto de inflexão. Como exemplo, cito a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), que relata que o mercado imobiliário brasileiro fechou o ano de 2018 com 19,2 % de aumento nas vendas, com forte potencial de crescimento em 2019 para imóveis de médio e alto padrão, principalmente em virtude de aumento nos recursos da poupança (SBPE) para financiamento. Também os estudos da ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) apontam que depois de três anos seguidos houve aumento nos preços, com base no IGMR-I (índice geral de preços imobiliários medido em dez capitais). Outros estudos similares regionais amplamente divulgados na mídia também comprovam este retrato, com raras e pontuais exceções.

Percebe-se também um aumento da confiança dos empresários do setor, conforme estudo de janeiro deste ano da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Desde 2014, o índice de janeiro quanto a intenção de investimentos não era tão elevado. Muito em virtude da taxa de juros SELIC baixa (6,50% a.a.), inflação controlada, possibilidades de abertura de financiamentos a produção e para clientes finais, ambiente mais seguro juridicamente (leis da multipropriedade e dos distratos recentemente publicadas) e produtos cada vez mais adequados às demandas da sociedade. E a crença de que barreiras como a elevada carga tributária e excesso de burocracia, por exemplo, serão superadas com o novo Governo. Tudo isto são elementos importantes para acreditarmos em uma melhora.

Para quem investe em imóveis são poucas as dúvidas, pois, as construtoras e incorporadoras ainda não estão alocando estas diferenças de custos nas suas tabelas de preços. Entretanto, espera-se que com a redução dos estoques e aumento das vendas, os preços devam subir, pois, se iniciam novos ciclos de desenvolvimento de produtos imobiliários. Agora é um ótimo momento para fazer negócios pensando no lado do consumidor. Ainda, de uma forma geral a margem líquida da locação continua sendo igual ou superior as aplicações financeiras típicas e sem o investidor correr o risco de entrar em investimentos ainda não regulamentados ou até mesmo duvidosos. Destaque para investimentos em projetos inovadores (condohotéis, coliving, microapartamentos e outros) e terrenos.

Obra TECVERDE


Para as empresas, além da velha e boa gestão empresarial, a hora é de reforçar elementos de inteligência, estudar e compreender melhor estes diversos modelos de negócios disruptivos que estão surgindo na indústria imobiliária; seja para implantar em seu negócio ou mesmo repensar a sua atuação. Finalmente, entender melhor este “novo consumidor”, mais informado, preparado e conectado. Contratar empresas especializadas para auxiliar no posicionamento estratégico e no desenvolvimento dos estudos técnicos e comerciais deixou de ser uma opção para ser uma obrigação.

Quanto a retomada, é possível afirmar que estamos iniciando um novo ciclo. Mas, não é possível apontar a velocidade. Ainda existem questões inerentes ao cenário econômico e político mundial, em constante ebulição, que poderiam impactar nos negócios do setor. E, também de ordem política e econômica locais. Uma aprovação da reforma da previdência e maior alocação de recursos para financiamento habitacional, por exemplo, colocariam esta recuperação em um outro patamar. Momentos como este são inspiradores e desafiadores! Agora é arregaçar as mangas, tirar os projetos da gaveta e trabalhar ainda mais!

11 de junho de 2019

Quinto Andar Começa a Reformar Apartamentos em São Paulo

O Quinto Andar continua inovando! Ainda sem grande alarde na mídia por estar em fase de testes, a empresa começou a rodar o Originals, em São Paulo. Basicamente é um serviço de reforma de imóveis para locação com o intuito de torná-los mais atrativos aos inquilinos e com maior liquidez para os proprietários. A startup financia a obra e o valor investido no imóvel só é pago pelo proprietário após a locação na plataforma. Com uma base de dados gigantesca o Quinto Andar sabe exatamente o que os clientes precisam (são vinte mil visitas agendadas por semana).

Os imóveis do Originals são cuidadosamente selecionados pelo Quinto Andar, que faz uma vistoria inicial e "certifica o imóvel". As readequações incluem desde instalações elétricas e hidráulicas, quebra de uma parede para acoplar a cozinha à sala, pintura, formatação de um novo banheiro, instalação de armários, entre outros pontos.  A priori a empresa está trabalhando com apartamentos de até 130 m2 e bem localizados na capital paulista, mas pretende expandir para outras cidades. 

Quem sabe no futuro a empresa até adquira alguns imóveis, para locação direta pela plataforma. Mas, isto dependerá dos resultados financeiros da Originals, que vem para atender uma grande dor dos clientes de aluguel: a falta de moradias adequadas.


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