Recente relatório da The Brainy Insights aponta para um crescimento da construção modular, que deverá superar globalmente os 141 bilhões de dólares até 2030. Um crescimento agregado de 5,9 % de 2022 até 2030 muito em virtude de questões ligadas a sustentabilidade.

Compartilho alguns highlights deste estudo: 
  • Aumento da demanda por moradias acessíveis e do investimento em infraestrutura no período.
  • Aumento da população urbana também impulsiona este mercado.
  • A Ásia-Pacífico (China, Japão e Índia, principalmente) surge como o maior mercado para a construção modular, com uma participação de 39% da receita (2021)
  • As soluções de construção modular vem ganhando popularidade devido aos seus vários benefícios, tais como: redução de desperdício, melhor custo-benefício, sustentabilidade, construção ágil e flexível. De acordo com a empresa de pesquisa, verificou-se que as construções modulares podem ser concluídas de 30% a 50% mais rápido quando comparadas à construção convencional.
Essas edificações são flexíveis, pois, são executadas sob medida para se adequar ao canteiro de obras de acordo com a exigência específica dos clientes ou construtores. A rápida urbanização aumentou a demanda por atividades de construção para suprir a crescente demanda por infraestrutura da população. 

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Para melhorar a posição no mercado global de construção modular, os principais players do setor estão se concentrando na adoção de estratégias como inovações de produtos, fusões e aquisições, desenvolvimentos recentes, joint ventures, colaborações e parcerias. Um bom exemplo é o Grupo Algeco que em 2020 anunciou a aquisição do Wexus Group (região nórdica). Aqui no Brasil vimos a Etex e Arauco adquirirem a Tecverde no mesmo período e recentemente Gerdau e Dexco comprarem parte da Brasil ao Cubo.

O aumento da industrialização e urbanização nos países desenvolvidos aumenta a necessidade de construção modular para atender a demanda habitacional. Além disso, o crescente investimento na construção de infraestrutura oferecerá novas oportunidades. Claro que existem riscos para a construção modular, em virtude da necessidade de maiores aportes iniciais em estrutura fabril. Por outro lado, as crescentes iniciativas governamentais para reduzir os resíduos de construção e a poluição no canteiro de obras oferecem uma oportunidade para o crescimento do mercado.

Principais conclusões:
  • Em 2021, o segmento permanente dominou o mercado com a maior participação (65% com uma receita da ordem de 54,34 bilhões).
  • Em 2021, o segmento de aço representou a maior fatia do mercado, com 43% da receita de mercado (equivalente a 54,34 bilhões). Há uma percepção que o aço oferece facilidade de manutenção, resistência, flexibilidade de projeto, integridade estrutural, segurança, durabilidade e resistência ao fogo, reduzindo a manutenção e os reparos ao longo da vida útil do edifício.
  • Em 2021, o segmento de saúde representou a maior participação de mercado, com 19% e uma receita de mercado de 15,8 bilhões.
  • Entre todas as regiões, a Ásia-Pacífico emergiu como o maior mercado para o mercado global de construção modular, com uma participação de mercado de cerca de 39% e 32,6 bilhões de receita de mercado em 2021.
Os principais players que atuam no mercado de construção modular globalmente segundo o estudo são:
  • Laing O'Rourke
  • Red Sea Housing
  • Skanska AB
  • Sekisui House Ltd
  • DuBox
  • Atco Ltd.
  • KLEUSBERG GmbH & Co KG
  • Algeco Scotsman
  • Lendlease Corporation