Oportunidades de investimento no segundo semestre de 2021

Fatores econômicos impactam a rentabilidade das aplicações e ajudam a definir quais são as melhores para o momento

Foto: Liza Summer/Pexels

Quem investe ou pretende começar a investir precisa ter atenção à movimentação da economia, pois há fatores que impactam diretamente na rentabilidade das aplicações. A taxa Selic, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o dólar e os preços das commodities são alguns exemplos dessas variantes. Essa movimentação tende a tornar alguns investimentos mais atrativos neste segundo semestre de 2021.

Com a alta gradativa da Selic, fixada em agosto em 5,25% e com perspectiva de encerrar o ano em 7%, segundo informações divulgadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, os investimentos em renda fixa podem voltar a ser um bom negócio. As aplicações em renda variável também seguem atrativas.

O IPCA, índice oficial da inflação no Brasil, também interfere nos investimentos. Isso porque, além de algumas aplicações terem o rendimento atrelado a ele, a variação da Selic também está relacionada ao indicador. O IPCA está acumulado em 4,76% até o momento, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção do Copom para o ano de 2021 é de 6,5%.

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) pondera a importância da inflação oficial para conhecer o ganho real de cada investimento. “A rentabilidade real se refere ao quanto você, de fato, receberá ao final, depois de descontar a inflação e possíveis encargos, como o Imposto de Renda (IR). Em determinados cenários, é possível que o ganho real seja inferior à inflação, fazendo com que você perca poder de compra”, explica em seu site.

Ainda de acordo com a estimativa do Banco Central, o dólar deve encerrar o ano a R$ 5,35. A variação da moeda impacta as ações das empresas, o mercado imobiliário e o valor das commodities.
Onde investir

A alta da Selic favorece as aplicações em renda fixa. Para o segundo semestre, a orientação de especialistas financeiros é optar pelos títulos pós-fixados. Aqueles que são atrelados ao IPCA podem ser alternativas para o curto prazo.

Os investimentos em renda variável como ações, fundos de índices (ETFs) e as aplicações em fundos imobiliários seguem atrativos. No caso de ações das empresas exportadoras, mesmo com o dólar em alta, a expectativa é que as aplicações se mantenham lucrativas, tendo em vista que as principais economias do mundo estão em processo de retomada. Por isso, investir em commodities também pode ser um bom negócio.

Com a oferta em expansão no Brasil, os ETFs também seguirão em alta ao longo do segundo semestre. O fundo funciona como uma espécie de cesta de ativos, por isso, é aconselhável avaliar a sua composição e identificar a qual índice está atrelado. Uma das vantagens desse tipo de investimento é contribuir para a diversificação da carteira do investidor.

As criptomoedas também são apontadas por especialistas como oportunidades. De acordo com o analista de mercado Aaron Arnold, do canal Altcoin Daily, Bitcoin, Ethereum, Elrond, Uniswap e Chainlink devem passar por uma valorização expressiva durante o semestre.

Autora: Gracielle Nocelli - redatora Experta Media

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