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Para CBIC, o Mercado Imobiliário Ficará Estável em 2022 Para CBIC, o Mercado Imobiliário Ficará Estável em 2022

Para CBIC, o Mercado Imobiliário Ficará Estável em 2022

Em 2021, os lançamentos avançaram 25,9% em relação a 2020, chegando a 265.678 unidades

A CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção trabalha com um cenário de estabilidade nas vendas e lançamentos de imóveis residenciais em 2022, mas avalia que o valor geral das vendas (VGV) deverá cair. Em 2021, os lançamentos avançaram 25,9% em relação a 2020, chegando a 265.678 unidades. No mesmo período, as vendas cresceram 12,8%, para 261.443 unidades.

A expectativa da instituição é que o número de imóveis participantes do programa habitacional federal subsidiado CVA - Casa Verde e Amarela crescerá enquanto as outras categorias poderão mostrar retração diante do cenário macroeconômico, afirmou o presidente da comissão da indústria imobiliária da CBIC, Celso Petrucci, em apresentação nesta última segunda-feira.

“A tendência é (as vendas do Casa Verde e Amarela) subirem substancialmente em 2022 e isso poderá compensar os outros tipos de imóveis”, disse Petrucci, referindo-se ao movimento após o ajuste nos subsídios providos pelo FGTS, previsto pela entidade para ocorrer no final de março.

No quarto trimestre, as vendas de imóveis residenciais no país subiram 3,6% sobre os três meses anteriores, para 65,2 mil unidades, e os lançamentos avançaram 24%, para 85 mil unidades.

Já no quarto trimestre de 2021, houve uma deterioração de cenário. Os lançamentos tiveram uma leve alta de 1,9% em relação ao mesmo intervalo de 2020, para 85.011 unidades. Já as vendas encolheram 9,7%, para 65.232 unidades.

O estoque de imóveis residenciais novos (na planta, em obras e recém-construídos) aumentaram 3,8% em 2021 ante 2020, para 232.566 unidades.

O presidente da CBIC, José Carlos Martins, explicou que os custos de produção, especialmente de materiais de construção, subiram muito, forçando as empresas a aumentarem os preços de vendas das casas e apartamentos. O problema é que os novos preços já não cabem mais no bolso dos compradores.

“Há um ano e meio, já vínhamos alertando sobre o aumento absurdo no preço dos insumos. Hoje nós deixamos de vender porque as pessoas não têm capacidade de comprar”, durante entrevista coletiva para a imprensa.

Segundo a pesquisa da CBIC, o preço médio dos imóveis residenciais subiu 10,38% em 2021, ficando abaixo do INCC, de 13,85%.

Martins mencionou que o mercado cresceu no acumulado de 2021 ajudado pelos juros baixos dos financiamentos imobiliários e porque ainda não havia tanta pressão de custos até o começo do último ano.

Mas ao longo do segundo semestre, a situação virou: houve aumento dos juros e necessidade de repasse dos custos dos insumos para o valor final dos imóveis. Por consequência, houve uma mudança na curva de vendas, que se estabilizou e depois entrou em declínio.

Martins comentou que o mercado ainda está aquecido, porque há muitas obras em andamento. No setor, as obras começam entre seis a oito meses após os lançamentos. Com isso, tem faltado mão de obra neste momento, disse o presidente da CBIC.

Já se a situação de vendas e lançamentos seguir em declínio, a tendência é de o setor desaquecer ao longo dos próximos trimestres, apontou. “O PIB é gerado nos meses seguintes aos lançamentos e vendas, durante a fase da construção. O emprego de amanhã está prejudicado por causa da queda nas vendas de hoje.”



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