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Vendas de imóveis em São Paulo caem ao mais baixo nível desde 2004 Vendas de imóveis em São Paulo caem ao mais baixo nível desde 2004

Vendas de imóveis em São Paulo caem ao mais baixo nível desde 2004


As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo atingiram o pior desempenho dos últimos 11 anos, no acumulado de janeiro a novembro de 2015. De acordo com balanço divulgado hoje (13) pelo Secovi-SP, o sindicato da habitação, foram fechados 17.283 contratos, número que é 5,7% menor que o de igual período de 2014 e o menor já registrado desde 2004.

Em novembro, os negócios melhoraram com a venda de 2.473 imóveis, 122,4% cima do que em outubro e o segundo maior número de vendas do ano. No entanto, o resultado não foi suficiente para evitar o recuo de 17,2% sobre o mesmo mês de 2014.

A maioria dos negócios fechados em novembro refere-se a imóveis de 2 dormitórios, que representaram 45,5% das vendas com ou 1.125 unidades. O segundo tipo mais vendido foi de um dormitório, representando 33,6% dos contratos ou 830 unidades. Na sequência, estão os de três dormitórios, com 18,2% dos imóveis negociados ou 450 unidades e os de quatro ou mais dormitórios, que somaram 2,7% ou 68 unidades.

Ainda segundo o Sindicato da Habitação, o Valor Global de Vendas (VGV) alcançou R$ 1,3 bilhão, mais que o dobro (107,2%) do registrado em outubro, quando a comercialização totalizou R$ 619,2 milhões. Já em relação a novembro de 2014, houve queda de 23,1%.

Em novembro foram lançadas 3.446 unidades, 94,8% acima dos lançamentos de outubro e 47,5% abaixo dos lançamentos de novembro de 2014. No acumulado do ano até outubro ocorreram 18.510 lançamentos, 35% abaixo do mesmo período em 2014.

Por meio de nota, o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, explicou que os lançamentos cresceram em novembro diante da expectativa de aumento da renda do brasileiro, com a entrada de recursos no mercado pelo pagamento do décimo terceiro salário e da necessidade de as empresas de capital aberto cumprirem metas anuais.

O presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, também, por meio de nota,defendeu que a recuperação do setor depende do crescimento da economia e do resgate da confiança dos investidores. “A conjunção de fatores econômicos e institucionais vem influenciando negativamente o mercado imobiliário desde 2014. Essa situação somente será amenizada se houver clara intenção do governo de recolocar a economia nos eixos, possibilitando a volta da confiança e dos investimentos".

Fonte : Agência Brasil (EBC)


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