Realidade virtual é utilizada pela Odebrecht em São Paulo

By | sábado, fevereiro 09, 2013 Leave a Comment
Recurso permite visitar um local muito antes de ele ser concluído


Os publicitários Luiz Evandro e Giancarlo Barone enfrentaram um desafio gigantesco: eles tinham que mostrar um bairro dentro de um parque. O problema é que tudo ainda está no papel; ou melhor, na imaginação e em plantas digitais, dentro de computadores. E a pergunta era óbvia: como transformar isso em algo interessante e, ao mesmo tempo, informativo? A resposta, no entanto, é complicada, e precisou da ajuda da tecnologia. Munidos de computadores super poderosos, em apenas três meses, eles conseguiram criar uma demonstração impressionante.

"Foi bastante corrido. Várias noites viradas", conta Barone, diretor de estratégia do projeto.
Para deixar a experiência mais interessante, o chão treme em certos momentos, ventiladores dão a sensação de vento e o som digital em cinco canais impressiona. Entretanto, mais do que apenas isso, a dupla buscou uma solução que fizesse com que o visitante pudesse realmente mergulhar naquele cenário virtual; como se realmente fizesse parte da história. E isso não foi fácil.

"A maneira fácil seria fazer acima da cabeça das pessoas, porque você usaria menos projetores. Você cruzaria os projetores das extremidades e com apenas seis você conseguiria. Mas como queríamos que as pessoas se sentissem no parque, que ela olhasse para baixo e visse o chão do empreendimento, então em vez de seis projetores foram 28", conta Luiz Evandro, diretor de cena do projeto.

O resultado da projeção combinada desses 28 projetores vai muito além do “Full HD” e até mesmo das atuais telas de cinema 4K.

"A resolução da imagem é de 8K. Cada um dos projetores é HD, então sua junção daria uma imagem muito maior do que essa, mas o arquivo tem 4096 x 4096 pixels. É um arquivo quadrado, mas a imagem é um círculo com a qual a gente cobre a cúpula inteira. A parte de cima do vídeo é o que está na frente e é isso que te orienta", explica Barone.

Agora, imagine o tamanho do arquivo de vídeo para se obter uma projeção desta qualidade em uma cúpula de 16 metros de altura por 8 de largura...

Quem está acostumado a editar vídeos, mesmo que caseiros, sabe que o mais legal é poder assistir sua montagem logo em seguida. Mas neste caso isso era totalmente impossível; a imagem era tão grande que eles não tinham um computador potente o suficiente para “dar play” na animação.


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